Moda, Beleza e Estética
Por causa de um post que escrevi falando sobre lingeries para gordinhas, é comum que eu receba comentários ou emails de lojistas e revendedoras perguntando sobre atacados. São pessoas que querem saber o endereço ou telefone das fábricas de calcinhas e sutiãs em tamanho grande, com modelos específicos para gordas e gordinhas.
Porém, eu não tenho contato com atacadistas. Somente conheço algumas lojas onde compro lingeries de algumas marcas, além de sites que também vendem o produto. Vou procurar pesquisar essas informações para fazer um novo post mas, por enquanto, infelizmente não posso ajudar.
Ô esmalte difícil de tirar foto! Dos que eu já usei e fotografei, o Rosa Antigo da Ana Hickmann foi o que deu mais trabalho. Tentei com a câmera do celular, com a máquina da minha mãe, na rua, no quarto, no banheiro, perto do chão, na parede, na cama, na mesa de madeira, e nada. As unhas resolveram aparecer em um rosa neon! Quando estava desistindo, minha mãe veio ajudar e conseguiu deixar bem parecido. Eis:


Fiz as unhas na quinta passada, e como me mudei recentemente, ainda estou guardando, organizando, limpando… Isso significa que as unhas não estão lá essas coisas. Nas fotos, dá pra ver como as cutículas estão ressecadas. Mas o esmalte está aguentando bem! Fora 2 ou 3 lascadinhas bem pequenas, que quase nem aparecem, continua em ordem suficiente pra não ter que tirar tudo. Isso que, além da arrumação, ainda tem as várias horas digitando, o que sempre acaba com as pontinhas.
Uma coisa que me fez gostar bastante da cor é que ela é parecida com o 5ª Avenida, que eu adorava e não sei porque não tenho mais. Só é um pouco mais forte, mais aberto. Logo que a manicure passou, na verdade, até achei que era um pouquinho neon, mas foi só impressão.
E só pra terem ideia de como foi difícil tirar a foto, olha como ficou neon (ou fluo?) em uma das tentativas:

E então que ontem resolvi pintar meu cabelo antes mesmo de ir pro salão. Tinha lavado no dia anterior, passado condicionador, não usei o shampoo anti-resíduos, então não segui nada do que costumo fazer antes de pintar. E, surpreendentemente, a tinta não fez o couro cabeludo coçar, arder nem nada, vai entender…
Bom, o negócio é que minha irmã se ofereceu pra me ajudar e eu, claro, aceitei. Pensei que ela faria do mesmo jeito que eu: uso a tinta meio como se fosse shampoo, colocando um pouco no cabelo perto da raiz e espalhando, depois em outra parte, até completar a frente e os lados, depois vou colocando no resto do cabelo e mexendo como se estivesse fazendo espuma com o shampoo. Sei que não é o correto, não é assim que fazem no salão, mas é assim que tenho paciência pra fazer, e termino num tempo razoável, antes que meus braços comecem a doer por ficarem levantados. Mas ela não. Ela fez certinho, parecendo profissional!
Pegou um pente de cabo fininho, ia separando as mechas, aplicando bem na raiz e depois puxando pros fios. Fez isso na frente, dos lados, atrás, com a tinta distribuída por igual em todos os fios. Teve a maior paciência, pois demorou um pouco – na verdade eu, que estava sentada, cansei mais do que ela!
A Marina tem 13 anos e nunca pintou o cabelo, só fez umas mechinhas. Eu tenho 32 e pinto o cabelo desde antes de ela nascer. E ela sabe fazer muito melhor do que eu! Contratada! Vai ser minha personal aplicadora de tinta.
Calma! Depois de ter falado ontem sobre organização, o título acima pode fazer parecer que este blog está mudando de assunto. Mas a faxina em questão é em mim! Há muito tempo, quando eu e minha mãe precisamos ir ao salão fazer várias coisas, dizemos que é dia de faxina.
Eu, na verdade, estou numa semana de faxina. Começou no fim de semana com depilação, preparando pra uma possível ida à praia – frustrada pelo tempo nublado – feita com lâmina, já que ainda não comprei o transformador de um dos Satinelle e consegui queimar o outro. Já devia ter pintado o cabelo também, os fios brancos estão aparecendo há quase um mês! Só não pintei ainda porque está muito calor e não consegui ficar um dia sem lavar o cabelo (sempre pinto com ele sujo há uns dias sem lavar). Vou tentar amanhã.
E hoje à tarde vai ser a faxina no salão. A sobrancelha, coitada, tá enorme, se bem que já viu dias piores. Salão novo, depiladora que não conheço – apesar de que minha mãe já frequenta o salão há um bom tempo – e estou morrendo de medo. Minha sobrancelha não é fácil, porque um lado é bem diferente do outro, resultado de um corte e pontos durante a infância. Por isso não faço sozinha, e por isso raramente fico totalmente satisfeita quando alguém faz…
E as unhas? Socorro, estão enormes e mal cuidadas! Estão tão compridas que já virei duas, e vi várias estrelinhas quando isso aconteceu.
As cutículas estão ressecadas, falta de um bom creminho todos os dias. Esmalte, então, elas nem lembram o que é.
Horrível deixar chegar nesse ponto, né? Mas aconteceu. Não vejo a hora de sair do salão, mais tarde, me sentindo mais leve, limpa, arrumada!
Declutter é um termo que aprendi visitando blogs e participando de grupos sobre organização. Não há uma palavra equivalente em português mas, se eu entendi bem, significa algo como se livrar das tralhas, dar fim ao que não é mais necessário. Não quer dizer, necessariamente, que você deve sair jogando no lixo tudo que não usa, e sim dar o destino correto a cada objeto.
Já há alguns meses, eu vinha procurando fazer isso, principalmente depois que a Clara me deu várias dicas sobre organização – o que deixou o meu quarto, finalmente, arrumadinho como eu queria. Mas nessa de ficar em dúvida sobre o tipo de roupa que devo usar, juntando com a mudança e o consequente menor espaço pra guardar minhas coisas e a reeducação alimentar empacada, vi que precisava fazer ainda mais.
Tenho, por exemplo, uma pilha de calças jeans que não servem. Na verdade, essa pilha é muito maior do que a de calças que servem. Estou guardando há anos, esperando voltar a caber em algumas, enquanto nem cheguei a usar outras. Blusas e camisetas que encolheram e encurtaram quando foram lavadas, sapatos desconfortáveis, roupas manchadas, precisando de reformas, pequenos consertos, bolsas com fecho estragado, brincos muito pesados… Os exemplos são vários.
Como falei, a ideia não é jogar tudo no lixo, muito pelo contrário. O que só precisa de conserto ou reforma pra voltar a ser usado será separado e levado pra ajeitar. O que não serve mais, vai pra doação. Jogar fora mesmo, só se tiver alguma coisa em muito mau estado – e, que eu lembre, não tem nada assim.
Dizem que, sempre que se compra uma coisa, outra deve ser eliminada; assim, você abre espaço para as novidades na sua vida. Talvez seja uma tentativa de, como falou a Dê, me livrar do peso extra, em diversos aspectos. Talvez seja a necessidade de abrir espaço pra novas coisas, em especial um trabalho novo. Talvez seja só cansaço de ver tanta coisa entulhada nos armários mesmo. O certo é que algumas pessoas vão ficar mais felizes com outras roupas e acessórios, e eu mais feliz com o guarda-roupa enxuto e organizado.
Anos atrás, quando o programa da Ana Maria Braga ainda era na Record, uma portuguesa apresentava um quadro sobre etiqueta. Ela respondia dúvidas dos telespectadores e dava dicas, voltadas mais para o dia a dia do que para situações muito formais, como aqueles jantarem com 10 talheres de cada lado do prato. Bom, essa introdução toda é só pra explicar de onde tirei o título do post. “Poder pode, mas não deve” era uma frase que ela usava com frequência, ao explicar atitudes que não eram consideradas grandes gafes mas que também não eram um grande exemplo de bom ocmportamento.
Ultimamente tenho lembrado dessa frase quando penso em roupas para gordas – acho que já falei, sou gorda mesmo, não só gordinha. Talvez de tanto assistir Esquadrão da Moda e Tim Gunn, eu andava muito cheia de não pode. Calça sem perna reta não pode, bermuda abaixo do joelho não pode, blusa abaixo do quadril não pode, blusa que não seja acinturada não pode, e por aí vai.
Mas, se eu fosse seguir todas as regras, teria que dar fim em quase todas as poucas peças do meu guarda-roupa. E então, chego nas lojas, e quase não tem os modelos recomendados… Calças jeans de perna reta são raríssimas, vestidos na altura dos joelhos parecem não existir… Vendo tudo isso, e acompanhando vários blogs sobre o tema – e principalmente nos de norte-americanas, parece não haver muito isso de só poder usar determinadas peças, usam o que gostam e pronto – comecei a me perguntar se eu devia me colocar tantas regras. Sempre gostei das minhas bermudas jeans mais compridinhas e larguinhas. São confortáveis e fresquinhas. Não vou mais usar, então? Vou passar o verão de calça, já que não gosto de saia e quase não uso vestido? Ia deixar de comprar a blusa de um tom lindo de rosa, com uma borboletinha fofa, só porque ela é mais comprida do que deveria, e não é acinturada? Mas eu achei linda!
Claro que ainda tem momentos em que quero estar mais arrumada, e então troco, por exemplo, a bermuda jeans por uma outra, de tecido fino e corte clássico. Claro que tem horas em que prefiro roupas que valorizem o corpo, e então dou preferência pra uma blusa com cintura império, por exemplo. Mas tem vários momentos em que eu quero, sim, usar a bermuda que deixa minhas pernas mais curtas, a blusa que não disfarça a barriga, a outra que deixa o braço mais grosso, seja porque estou com calor, porque gosto da roupa, porque acho bonita ou porque me sinto bem com ela, mesmo que os especialistas falem que eu não deveria usar…