Moda, Beleza e Estética


Cortando o cabelo

set 14, 2009 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Cabelo

Estava precisando cortar o cabelo, e já sabia disso há uns 3, 4 meses. Minha referência pra saber quando está comprido demais é a quantidade de tinta que tenho que usar. Enquanto um tubinho é suficiente, ótimo. Quando passo a usar 2, significa que cresceu demais. Gosto do cabelo comprido, mas quando ele passa desse ponto fica pesado em cima e com muito volume embaixo, independente do corte, e por isso acabo usando sempre preso. Então, lá fui cortar o cabelo.

Erro nº 1: A cabeleireira que fez os últimos cortes – que gostei bastante – saiu do salão. Tentei marcar com a dona do mesmo salão, mas ela tinha poucos horários, nenhum que desse pra eu ir no mesmo dia. E eu cismei de cortar naquele dia e não quis deixar pro dia seguinte. Pra quem estava enrolando há 3 meses, bem que podia ter esperado mais uns dias, né.

Erro nº 2: Fora a dona, todas as outras cabeleireiras são novas e eu não conhecia, então deixei escolherem por mim. Sabe quando você tem uma sensação ruim? Eu tive e marquei mesmo assim.

Erro nº 3: Cheguei no salão, vi quem ia me atender e não fui com a cara dela, não senti confiança. Mesmo assim, continuei lá esperando.

Erro nº 4: Vi que ela levou horas pra fazer o corte da cliente anterior, e eu não sabia se isso dava a impressão de ela ser cuidadosa ou insegura. Na dúvida, eu devia ter desistido.

Começou a me atender e elogiou muito meu cabelo, que estava saudável, macio, brilhoso, e claro que assim me conquistou! Expliquei bem pra ela o que queria: tirar comprimento, mas de forma que continuasse conseguindo prender tudo em rabo de cavalo, e manter o corte que estava, porque com menos comprimento ele não ficava com volume embaixo – e esse era meu maior problema.

Erro nº 5: Ela cortou e não secou – porque eu não quis, odeio secar o cabelo.

Achei que a frente estava toda com comprimento muito parecido, mas pensei que fosse impressão minha. Saí feliz da vida e super satisfeita. Cheguei na casa do namorado e, pela reação dele e da sogra, percebi que alguma coisa estava bem diferente, pois eles ficaram surpresos. Mas só olhei no espelho umas 2 horas depois, com ele praticamente seco. Quase tive um treco! Não só ela cortou muito mais curto do que eu queria, como realmente a frente estava quase reta, o que vez com que ficasse com um volume absurdo!

A última vez que tive vontade de chorar por causa de cabelo foi na adolescência, e pensei que isso nunca mais fosse acontece. Aconteceu, fiquei realmente chateada. Ainda dá pra prender, mas é bem difícil. Se antes levava segundos pra ajeitar, agora são vários minutos. E o pior é que, se eu voltasse lá e pedisse pra ajeitar, ia diminuir o suficiente pra não conseguir mais prender. Então, o jeito é ficar assim.

Comprei até escova de cabelo nova, pra ver se conseguia ajeitar melhor. Não tem creme, penteado, nada que dê jeito. Tô de mal com meu cabelo, e com a cabeleireira. Nunca mais corto com ela. Não vou deixar de ir no salão porque é bom, adoro fazer as unhas lá, e é bem mais barato que os outros com a mesma qualidade. Mas, agora, só corto com a dona, que sei que trabalha bem.

Até demorei pra escrever o post porque achei que, depois de uns dias, já estaria acostumada e conseguiria me acertar com o cabelo novo e poderia até dar dicas pra quem estivesse na mesma situação. Mas não, o post ficou só pra desabafar mesmo, mostrar o quanto fiquei insatisfeita com o corte… E pra registrar que nunca mais vou deixar de seguir a intuição – se tiver qualquer sensação de que não devo ser atendida por uma pessoa, não vou insistir!

Cabelos bandidos

set 1, 2008 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Cabelo

Cheguei em casa ontem à noite e, querendo uma leitura rápida e fácil, peguei o caderno Donna DC, do Diário Catarinense. É um suplemento que fala de moda, beleza e estética – como o blog :) – e vem no jornal de domingo – que chega no sábado à tarde. Uma das seções é o antes&depois: levam uma leitora ao salão, cortam e pintam o cabelo, fazem sobrancelha, maquiagem, como em várias revistas e programas de tv por aí. Mas dessa vez, li a melhor definição para o meu cabelo, quando não está muito bem tratado. Clique na imagem para ler:

É isso mesmo, segundo a leitora, os cabelos dela eram rebeldes e bandidos: ou estavam presos ou armados!

Depois de um período com o cabelo curto, voltei a deixar crescer, decidida a mantê-lo apresentável. Acontece que meu cabelo, quando cresce, fica com as raízes oleosas e as pontas ressecadas. Assim, quando solto, acaba ficando pesado, com a parte de cima grudada na cabeça, sem volume, e as pontas com todo o volume que devia estar dividido pelo cabelo todo. À medida que o cabelo vai descendo, vai ficando mais armado. Enfim, tenho cabelos bandidos, como a Olinda de Liz. O resultado: cabelo eternamente preso em rabo-de-cavalo ou coque.

Claro que o fato de eu não estar cuidando muito bem dele estava piorando a situação. Por comodidade, estava frequentando um salão meia-boca do lado de casa. Bom, não se pode exatamente chamar de frequentar aparecer lá uma vez por bimestre, mais ou menos. A cabelereira, dona do salão, está com problema de visão, o que resultou em um buraco na sobrancelha na última vez que fui lá, além de cortes de cabelo um tanto assimétricos. Nisso, já precisava cortar e pintar o cabelo, mas fui deixando pra depois, afinal precisava descobrir outro salão tão barato quanto, mas que fosse bem melhor.

Duas semanas atrás, fiz meio que um desses antes e depois. Corri pro salão antes de viajar, pintei o cabelo e cortei. Tirei um bom pedaço do comprimento e mudei o corte, tentando deixar mais leve e mais ajeitadinho. Com a ajuda de um produtinho pra ajudar em casa (sobre o qual vou falar depois, em outro post), posso agora dizer que meu cabelo era sim bandido, mas cumpriu a pena, se regenerou e voltou à liberdade: posso andar com ele soltinho por aí!


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