Quando mais nova, eu achava que minha mãe era perua. Isto porque ela não saía de casa sem brinco – dizia que se sentia nua. Usava diversos anéis, gostava de estampas, cores… Pra mim, que usava cores sóbrias e detestava estampas, tudo parecia demais. Bom, eu também falava que ela era doida, mas ela é mesmo, sem discussão.

Depois de um tempo, descobri que ela não era perua. Tinha gente muito pior! :D E assim, comecei a usar várias coisas parecidas com as dela – mas continuo usando um só anel de cada vez, e as estampas das minhas roupas mal aparecem perto das dela. Aos poucos, ela foi me convencendo a experimentar: sandálias, cores, esmaltes escuros, luzes, maquiagem, saltos e por aí vai. Que eu lembre, desde a adolescência, nunca quis usar essas coisas expontaneamente, sempre precisei do empurrão dela.

Uma das coisas que eu mais gostava era sair igual a ela! Lembra da jaqueta forrada amarelo-gema-de-ovo? Não tinha quem não nos visse, e deviam ver também que eu ficava toda orgulhosa por usar uma jaqueta igualzinha. Desde essa época, eu cresci bastante. Mas ainda tem muita coisa em que eu quero parecer com ela. Quero, principalmente, aprender a ser forte como ela. Se bem que eu não precisava ter copiado tão bem a pálpebra desabada e o queixo triplo, né, mãe?

E não dizem que vó é mãe duas vezes? A minha é! Ela é mãe e é vó, ao mesmo tempo. É moderninha, navega na internet e usa roupas e acessórios tão legais que vivo querendo usar – às vezes, uso tanto que ela desiste e me dá. :) Hoje, é com ela que moro, mais uma vez. E apesar de sentir falta da mãe,também é bom estar mais um pouco perto da vó.

E minha sogra? Já mereceria todo meu respeito por ser mãe de quem eu amo. Mas, além disso, ela é especial e merece espaço aqui também. A cada fim de semana, quando a encontro, é como se estivesse com minha própria mãe – o carinho é o mesmo.

Essas 3 chegam a fazer com que eu me confunda! Adoro contar tudo pra elas, mostrar o que comprei, o que ganhei, contar algo que vi. Então é tudo em triplo. Às vezes conto a mesma coisa duas vezes pra uma, deixo de contar pra outra…

Mas ainda tem mais uma, que está fazendo muita falta. Outra vó, que peguei emprestada do Daniel. Mas sobre ela, agora nem dá pra falar, só sentir…

Pra todas, um feliz Dia das Mães. Comercial ou não, é o dia de vocês, e posso aproveitar pra falar o quanto fico feliz de tê-las por perto!