Moda, Beleza e Estética

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Usar o que quiser ou o que os outros acham certo?

abr 19, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

Sempre que assisto o Esquadrão da Moda, acabo voltando a me perguntar o que as pessoas deveriam vestir: o que gostam ou o “certo”. Um tempo atrás até já falei sobre a questão do que dizem que pode e não pode para cada tipo de corpo. Procuro aprender as regras, o que valoriza ou não o meu corpo, mas não as sigo à risca. Prefiro me sentir confortável e bem com uma roupa, mesmo que não seja a ideal.

Mas tem também outra questão, a de roupas adequadas para cada situação. Você pode, por exemplo, gostar de roupas super justas e decotadas, cheias de brilho e estampas, e tem o direito de usá-las, ainda que outras pessoas achem vulgar, brega ou qualquer coisa assim. Pode vesti-las para ir ao supermercado, ao restaurante, a um passeio. E quanto a trabalhar assim? Ir a um ambiente formal? São situações em que se espera um determinado tipo de roupa, maior discrição, até mesmo menos sensualidade, ainda que cada um tenha uma opinião sobre isso.

Até acho que seria legal cada um poder usar só o que gosta, mas a verdade é que não é sempre assim. Como não uso roupas curtas, decotes grandes, roupas muito justas, não tenho muito problema. Acho que consigo me vestir adequadamente a cada situação, sem deixar de lado o estilo que gosto. Mas parece ser um grande problema pra muitas pessoas…

Esquadrão da Moda SBT

mar 5, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

No ano passado, vi só alguns pedaços do Esquadrão da Moda no SBT. Não gostei, e não me interessei por assistir outras vezes. Essa semana, mudando de canal, vi sem querer que o programa estava começando. Como não tinha mais nada pra assistir, resolvi ver. Minha opinião mudou!

Continuo gostando mais de Stacy e Clinton, claro! Gosto mais das dicas deles e dos modelos de roupas que indicam. Mas achei muito interessante o fato de Isabella e Arlindo respeitarem bastante o estilo da participante. Nesse episódio que vi, por exemplo, a Betinha gostava de roupas com capuz e calças xadrez. Não consigo imaginar Stacy e Clinton deixando ela comprar peças assim, mas a Isabella e o Arlindo aprovaram, somente orientando modelos e tecidos mais adequados.

Não que no programa americano eles não respeitem absolutamente nada que a participante goste. Eles procuram inserir nas novas roupas alguns detalhes que lembrem o guarda-roupa antigo. Mas vejo menos elementos do que vi no programa nacional.

Uma restrição ao programa continua, mas é uma questão pessoal: algumas roupas são muito, muito curtas…

Roupas encolhendo

fev 15, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

É um assunto bem discutido, tanto em blogs quanto na tv: a numeração das roupas vem, gradativamente, sendo alterada. Um roupa G de hoje veste pessoas que, há poucos anos, usariam M ou até mesmo P.

Na moda grande, isso não era tão comum. Não falo em moda grande desses GG de loja comum, que só serve em quem está um pouco acima do peso. Falo de tamanhos especiais, tamanhos nobres, nomes assim, para gordos mesmo.

Sei que engordei nos últimos tempos. Algumas das roupas que comprei no ano passada já foram uma numeração maior do que costumava usar. Não gosta de gordas? Então nem continua a ler, porque vou falar de numeração realmente alta…  Há um bom tempo eu usava 54. Ou, numa loja que costumo frequentar, G4. No ano passado, alguns jeans passaram a 56, e algumas blusas foram pra G5.

No domingo, aproveitando o feriado, fui com o namorado e a sogra a Brusque, cidade catarinense conhecida pela fabricação de roupas e bons preços. A tal loja de tamanho grande que frequento fica lá, se chama KD Tamanhos Nobres. Fui consciente de que, depois de anos, nem adiantaria pedir G4 ou 54. Iria direto para o G5 e o 56. Admitia até precisar do 58 para as bermudas que queria, dependendo do modelo.

A vendedora entregou bermudas 60. Tudo bem, a modelagem era mais estreita mesmo, fui provar. Fechou, mas marcou tanto, que não conseguiria usar roupa assim. Só 62 serviu. Vestidos e blusas foram G6.

Se eu tivesse mesmo engordado tudo isso, aceitaria numa boa – tá, talvez não tão bem assim, mas seria a realidade e precisaria aceitar. Mas eu sei, pelas roupas que comprei no ano passado, naquela e em outras lojas, pelo peso e pelas minhas medidas, que não engordei desse jeito. Meu manequim aumentou só um número, não 4!

Várias vezes ouvi falar que, em se tratando de moda grande, as confecções evitavam essas alterações na numeração, pra evitar esse desconforto entre os clientes. A KD, pelo jeito, foi na direção contrária…

Tenho 3 vestidos da mesma loja, de modelos muito parecidos. Um G4, que está marcando, mas não chega a ser apertado, o tecido só encosta no corpo – e não gosto de usar assim. Um G5, comprado ano passado, que fica soltinho. Agora, pra ficar do mesmo jeito, preciso de um G6? Com as bermudas, a mesma coisa. 54 fica justa, 56 do ano passada veste com perfeição, e esse ano precisa ser 62?

Não vou dizer que não vou mais fazer compras lá. Gosto muito da marca, dos modelos, dos preços. Juntando tudo, considero uma das melhores marcas de moda jovem em tamanho grande. Mas se continuarem encolhendo roupa assim, logo estarei usando o maior tamanho deles…

Manequins magros em lojas para gordos

jan 26, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

Digamos que você seja gorda, como eu. Ou gordinha, ou só um tanto acima do peso. Mas o suficiente pra precisar comprar roupas em lojas especializadas em tamanho grande. Você chega na loja e passa um tempo olhando a vitrine, vendo as novidades, procurando peças que a agradem. O que você prefere? Que os manequins da vitrine sejam os comuns, magros, totalmente diferentes de você, ou que sejam também gordinhos, com formas parecidas com as suas, e que permitam que você tenha uma ideia de como a peça de roupa realmente vai ficar quando vestida?

Eu prefiro manequins gordinhos. O mesmo modelo veste diferente em quem usa 40 e em quem usa 54. E, se eu não uso 40, não adianta ver um manequim assim, com a peça caindo toda soltinha, se em mim ela vai ficar totalmente diferente.

E, afinal, a loja vende só tamanho grande ou também tem tamanho “normal”, e são essas peças que estão na vitrine? É bem possível que só tenham roupa grande mesmo, e se você olhar atrás do manequim, vai ver um bom pedaço de tecido sobrando, preso com alfinetes, criando cinturas e barrigas lisas que não existem.

Vejo, num shopping, uma loja que faz isso: manequins magros com roupas grandes disfarçadas. Já em outra loja, onde faço algumas compras, os manequins são gordinhos já há vários anos. Mas o que mais gostei até hoje foi o que vi em uma loja de lingeries. É uma loja não especializada, vende diversos tamanhos, do PP ao XGG, um número 54, mais ou menos. Se fosse especializada em tamanhos especiais, precisaria ter até o 60, 62, ou mais. Mas mesmo sendo uma loja “comum”, uma das poucas manequins na vitrine é gordinha. E ela não fica com camisola, pijama, roupão nem nada assim. Está vestida com lingeries, de modelos bonitos, coloridos, nada do bege-vovó.

Gosto assim. Com o meu peso, não tem como disfarçar e fingir que não compro nessas lojas (deve ter gente que não gosta de falar isso). Compro sim, saio com a sacolinha na mão, falo das lojas e recomendo pra outras pessoas. E, quando olho a vitrine de uma delas, gosto de me identificar e já saber que lá vou encontrar o que procuro. É pedir muito que uma loja pareça se envergonhar por ser frequentada por gordinhos? Ou o preconceito está em nós, clientes?

Regras para vestir crianças gordinhas?

jan 26, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

Já ando cansada de ler e ver por aí tantas regras sobre como mulheres gordas devem se vestir. É um tal de não pode isso, não deve aquilo, tal coisa fica horrorosa… Tem coisas que, na minha opinião, ficam feias mesmo e eu não usaria. Mas não só para as que estão acima do peso, e sim pra qualquer uma. Microssaia? Decotão? Roupa transparente? Não gosto de nada disso. Quer usar? Use. Posso achar que você é vulgar, posso achar que você está feia, mas você tem todo o direito de usar e eu não vou desrespeitar você só por causa da roupa.

E aí, como se não bastasse esse tanto de regra pras mulheres adultas, agora começam a também proibir algumas peças para as crianças. O texto Confira seis dicas para vestir crianças gordinhas foi publicado há umas 2 semanas no Terra, mas só vi ontem.

Algumas dicas até são boas: não usar roupas grandonas porque fazem a criança parecer ainda “maior”, escolher roupas coloridas e não usar apenas preto, escolher roupa confortável no tamanho certo. Tenho minhas ressalvas com todas elas, mas não são de todo ruins.

Quer coisa melhor do que uma camiseta bem folgada pra brincar? Eu, adulta e sabendo que uma roupa assim me deixa “maior”, eufemismo para ainda mais gorda, adoro usar camisetas assim quando estou em casa ou quando ia pra academia.

Preto é uma cor, certo? Então porque os gordinhos não podem usar? Será que quando usam é só pra esconder as gordurinhas? Eu uso preto porque gosto, assim como uso rosa ou azul! Minha irmã, desde novinha, gosta mais de roupas pretas e vermelhas do que de rosa e lilás. Então não pode usar porque não é cor de criança ou porque está escondendo o corpo?

Outras dicas, porém, são um tanto exageradas. Ao mesmo tempo em que sugerem usar roupa colorida, mandam evitar misturas radicais de tonalidades, dando preferências para uma só paleta de cores. E, segundo eles, top e calça de cintura baixa ou legging é proibido, pois todos sõ vão ficar olhando pra barriga da criança.

Tantos anos pela frente pra se preocupar com combinações de cores, corpo coberto, roupas adequadas e tudo mais… Precisa mesmo começar com isso tão cedo? Deixa a menina correr por aí com a barriguinha de fora! Deixa o menino combinar a bermuda florida vermelha com a camiseta de listras azuis! Ao invés de tanta procupação com a roupa, os pais deviam pensar mais na saúde e no desenvolvimento dos filhos, que passam o dia sentados, brincando só com jogos eletrônicos, escrevendo e lendo cada vez pior, só comendo besteiras…

Saudade de quando criança podia ser só criança…

Declutter no guarda-roupas

nov 18, 2009 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral

Declutter é um termo que aprendi visitando blogs e participando de grupos sobre organização. Não há uma palavra equivalente em português mas, se eu entendi bem, significa algo como se livrar das tralhas, dar fim ao que não é mais necessário. Não quer dizer, necessariamente, que você deve sair jogando no lixo tudo que não usa, e sim dar o destino correto a cada objeto.

Já há alguns meses, eu vinha procurando fazer isso, principalmente depois que a Clara me deu várias dicas sobre organização – o que deixou o meu quarto, finalmente, arrumadinho como eu queria. Mas nessa de ficar em dúvida sobre o tipo de roupa que devo usar, juntando com a mudança e o consequente menor espaço pra guardar minhas coisas e a reeducação alimentar empacada, vi que precisava fazer ainda mais.

Tenho, por exemplo, uma pilha de calças jeans que não servem. Na verdade, essa pilha é muito maior do que a de calças que servem. Estou guardando há anos, esperando voltar a caber em algumas, enquanto nem cheguei a usar outras. Blusas e camisetas que encolheram e encurtaram quando foram lavadas, sapatos desconfortáveis, roupas manchadas, precisando de reformas, pequenos consertos, bolsas com fecho estragado, brincos muito pesados… Os exemplos são vários.

Como falei, a ideia não é jogar tudo no lixo, muito pelo contrário. O que só precisa de conserto ou reforma pra voltar a ser usado será separado e levado pra ajeitar. O que não serve mais, vai pra doação. Jogar fora mesmo, só se tiver alguma coisa em muito mau estado – e, que eu lembre, não tem nada assim.

Dizem que, sempre que se compra uma coisa, outra deve ser eliminada; assim, você abre espaço para as novidades na sua vida. Talvez seja uma tentativa de, como falou a Dê, me livrar do peso extra, em diversos aspectos. Talvez seja a necessidade de abrir espaço pra novas coisas, em especial um trabalho novo. Talvez seja só cansaço de ver tanta coisa entulhada nos armários mesmo. O certo é que algumas pessoas vão ficar mais felizes com outras roupas e acessórios, e eu mais feliz com o guarda-roupa enxuto e organizado.

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