Moda, Beleza e Estética

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Acessórios e sobreposições

jan 11, 2011 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

No ano passado, com a moda daqueles coletes mais soltinhos, fiquei com vontade de ter um. Provei alguns, nem todos ficaram bons, uns eram mais caros do que eu estava disposta a pagar, e demorei tanto que, quando comprei, já era difícil ver alguém usando por aí. Tudo bem, não queria porque estavam usando, queria porque achei que ficaria bom em mim.

Mas tinha um problema. Eu usava as peças de roupa necessárias. Sobreposições passavam longe de mim, a não ser pra proteger do frio mesmo. Achava lindo nos outros, mas tinha a impressão de que ia me deixar com mais volume ainda – e volume não me falta! Comprei o colete – preto, com um detalhe em renda nas costas – e pensei que não usaria muito. No começo, realmente, ele ficou mais guardado do que em uso. Até que me acostumei, comprei mais dois, e comecei a usar mais, bem mais! Comecei a ver a graça de usar peças só como complemento, pra deixar a roupa menos sem-graça, mais divertida, mais arrumadinha. Daí, foi um passo pra voltar a usar colares, que eu tanto gostava mas tinha “desaprendido” a usar.

Já fazia um tempo que eu achava que faltava algo no meu guarda-roupa. Estava cheio de peças básicas, eu me sentia vestindo a mesma coisa todos os dias. De repente, comecei a brincar com cores, acessórios, sobreposições, e deu certo! Sei disso não só porque me sinto melhor com as roupas, mas também porque acabo ouvindo elogios! :)

Mas, quer saber? Só me dei conta de que eram os acessórios e sobreposições que estavam fazendo eu gostar das roupas quando li o post Exercitando a lei da terceira peça, no Chat Feminino! Nem sabia que ela existia! hehehe A Nary cita outro post, do Oficina de Estilo, que também fala sobre o assunto. Recomendo os dois, pra quem quiser descobrir as maravilhas dessa lei! hahahha

Errando o tamanho das roupas

mai 26, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

Descobri que eu estava errando o tamanho ao comprar minhas roupas! Perto de voltar a trabalhar, fui ver quais das minhas poucas blusas poderiam ser usadas adequadamente, digamos assim. Se, no dia a dia, já não gosto de decote, blusas curtas mostrando barriga ou costas em algum movimento, roupas justas, imagina pra trabalhar. Procuro ser bem cuidadosa, pois detesto estar conversando com alguém ou atendendo um paciente e precisar me preocupar se nada está aparecendo. Então percebi que quase todas as blusas mais novas estavam muito larguinhas em cima, e sempre que eu me inclinava um pouco, precisava tomar cuidado. Comecei a reparar até que, às vezes, quando me inclinava pra pegar alguma coisa, acabava colocando a mão na frente do decote pra que ele não abrisse. Mas eu nem compro blusa decotada! Porque isso estava acontecendo??

Acabei percebendo que, pra evitar que as blusas ficassem justas no quadril, comecei a comprar bem maiores. Não encostavam no quadril, e não me toquei que isso significa que, em cima, ficam bem largas. Aí não dá, né? Não quero que marque demais o quadril, mas também não dá pra roupa parecer um balão na parte de cima.

Fui então comprar outras blusas. Precisava continuar prestando atenção na parte de baixo, porque o quadril continua sendo bem maior, mas dei mais atenção ainda à parte de cima. Testei todas as opções em frente ao espelho, não só vendo como vestiam, mas também testando se abriam quando me inclinava. Escolhi só as que passaram no teste e deixei na loja as muito larguinhas – que, além de tudo, não valorizam em nada as formas.

Posso ter visto mil episódios de Tim Gunn e Esquadrão da Moda, aprendido em livros e blogs, mas sempre tem um detalhe que escapa. Querendo evitar um problema, estava errando de outro lado. Pra se vestir bem, é preciso sempre, sempre, continuar prestando atenção em seu corpo e em como as roupas ficam em seu corpo…

Usar o que quiser ou o que os outros acham certo?

abr 19, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

Sempre que assisto o Esquadrão da Moda, acabo voltando a me perguntar o que as pessoas deveriam vestir: o que gostam ou o “certo”. Um tempo atrás até já falei sobre a questão do que dizem que pode e não pode para cada tipo de corpo. Procuro aprender as regras, o que valoriza ou não o meu corpo, mas não as sigo à risca. Prefiro me sentir confortável e bem com uma roupa, mesmo que não seja a ideal.

Mas tem também outra questão, a de roupas adequadas para cada situação. Você pode, por exemplo, gostar de roupas super justas e decotadas, cheias de brilho e estampas, e tem o direito de usá-las, ainda que outras pessoas achem vulgar, brega ou qualquer coisa assim. Pode vesti-las para ir ao supermercado, ao restaurante, a um passeio. E quanto a trabalhar assim? Ir a um ambiente formal? São situações em que se espera um determinado tipo de roupa, maior discrição, até mesmo menos sensualidade, ainda que cada um tenha uma opinião sobre isso.

Até acho que seria legal cada um poder usar só o que gosta, mas a verdade é que não é sempre assim. Como não uso roupas curtas, decotes grandes, roupas muito justas, não tenho muito problema. Acho que consigo me vestir adequadamente a cada situação, sem deixar de lado o estilo que gosto. Mas parece ser um grande problema pra muitas pessoas…

Esquadrão da Moda SBT

mar 5, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

No ano passado, vi só alguns pedaços do Esquadrão da Moda no SBT. Não gostei, e não me interessei por assistir outras vezes. Essa semana, mudando de canal, vi sem querer que o programa estava começando. Como não tinha mais nada pra assistir, resolvi ver. Minha opinião mudou!

Continuo gostando mais de Stacy e Clinton, claro! Gosto mais das dicas deles e dos modelos de roupas que indicam. Mas achei muito interessante o fato de Isabella e Arlindo respeitarem bastante o estilo da participante. Nesse episódio que vi, por exemplo, a Betinha gostava de roupas com capuz e calças xadrez. Não consigo imaginar Stacy e Clinton deixando ela comprar peças assim, mas a Isabella e o Arlindo aprovaram, somente orientando modelos e tecidos mais adequados.

Não que no programa americano eles não respeitem absolutamente nada que a participante goste. Eles procuram inserir nas novas roupas alguns detalhes que lembrem o guarda-roupa antigo. Mas vejo menos elementos do que vi no programa nacional.

Uma restrição ao programa continua, mas é uma questão pessoal: algumas roupas são muito, muito curtas…

Regras para vestir crianças gordinhas?

jan 26, 2010 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Moda

Já ando cansada de ler e ver por aí tantas regras sobre como mulheres gordas devem se vestir. É um tal de não pode isso, não deve aquilo, tal coisa fica horrorosa… Tem coisas que, na minha opinião, ficam feias mesmo e eu não usaria. Mas não só para as que estão acima do peso, e sim pra qualquer uma. Microssaia? Decotão? Roupa transparente? Não gosto de nada disso. Quer usar? Use. Posso achar que você é vulgar, posso achar que você está feia, mas você tem todo o direito de usar e eu não vou desrespeitar você só por causa da roupa.

E aí, como se não bastasse esse tanto de regra pras mulheres adultas, agora começam a também proibir algumas peças para as crianças. O texto Confira seis dicas para vestir crianças gordinhas foi publicado há umas 2 semanas no Terra, mas só vi ontem.

Algumas dicas até são boas: não usar roupas grandonas porque fazem a criança parecer ainda “maior”, escolher roupas coloridas e não usar apenas preto, escolher roupa confortável no tamanho certo. Tenho minhas ressalvas com todas elas, mas não são de todo ruins.

Quer coisa melhor do que uma camiseta bem folgada pra brincar? Eu, adulta e sabendo que uma roupa assim me deixa “maior”, eufemismo para ainda mais gorda, adoro usar camisetas assim quando estou em casa ou quando ia pra academia.

Preto é uma cor, certo? Então porque os gordinhos não podem usar? Será que quando usam é só pra esconder as gordurinhas? Eu uso preto porque gosto, assim como uso rosa ou azul! Minha irmã, desde novinha, gosta mais de roupas pretas e vermelhas do que de rosa e lilás. Então não pode usar porque não é cor de criança ou porque está escondendo o corpo?

Outras dicas, porém, são um tanto exageradas. Ao mesmo tempo em que sugerem usar roupa colorida, mandam evitar misturas radicais de tonalidades, dando preferências para uma só paleta de cores. E, segundo eles, top e calça de cintura baixa ou legging é proibido, pois todos sõ vão ficar olhando pra barriga da criança.

Tantos anos pela frente pra se preocupar com combinações de cores, corpo coberto, roupas adequadas e tudo mais… Precisa mesmo começar com isso tão cedo? Deixa a menina correr por aí com a barriguinha de fora! Deixa o menino combinar a bermuda florida vermelha com a camiseta de listras azuis! Ao invés de tanta procupação com a roupa, os pais deviam pensar mais na saúde e no desenvolvimento dos filhos, que passam o dia sentados, brincando só com jogos eletrônicos, escrevendo e lendo cada vez pior, só comendo besteiras…

Saudade de quando criança podia ser só criança…

Declutter no guarda-roupas

nov 18, 2009 Author: Renata Pinheiro | Filed under: Geral

Declutter é um termo que aprendi visitando blogs e participando de grupos sobre organização. Não há uma palavra equivalente em português mas, se eu entendi bem, significa algo como se livrar das tralhas, dar fim ao que não é mais necessário. Não quer dizer, necessariamente, que você deve sair jogando no lixo tudo que não usa, e sim dar o destino correto a cada objeto.

Já há alguns meses, eu vinha procurando fazer isso, principalmente depois que a Clara me deu várias dicas sobre organização – o que deixou o meu quarto, finalmente, arrumadinho como eu queria. Mas nessa de ficar em dúvida sobre o tipo de roupa que devo usar, juntando com a mudança e o consequente menor espaço pra guardar minhas coisas e a reeducação alimentar empacada, vi que precisava fazer ainda mais.

Tenho, por exemplo, uma pilha de calças jeans que não servem. Na verdade, essa pilha é muito maior do que a de calças que servem. Estou guardando há anos, esperando voltar a caber em algumas, enquanto nem cheguei a usar outras. Blusas e camisetas que encolheram e encurtaram quando foram lavadas, sapatos desconfortáveis, roupas manchadas, precisando de reformas, pequenos consertos, bolsas com fecho estragado, brincos muito pesados… Os exemplos são vários.

Como falei, a ideia não é jogar tudo no lixo, muito pelo contrário. O que só precisa de conserto ou reforma pra voltar a ser usado será separado e levado pra ajeitar. O que não serve mais, vai pra doação. Jogar fora mesmo, só se tiver alguma coisa em muito mau estado – e, que eu lembre, não tem nada assim.

Dizem que, sempre que se compra uma coisa, outra deve ser eliminada; assim, você abre espaço para as novidades na sua vida. Talvez seja uma tentativa de, como falou a Dê, me livrar do peso extra, em diversos aspectos. Talvez seja a necessidade de abrir espaço pra novas coisas, em especial um trabalho novo. Talvez seja só cansaço de ver tanta coisa entulhada nos armários mesmo. O certo é que algumas pessoas vão ficar mais felizes com outras roupas e acessórios, e eu mais feliz com o guarda-roupa enxuto e organizado.

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