Moda, Beleza e Estética
Descobri que eu estava errando o tamanho ao comprar minhas roupas! Perto de voltar a trabalhar, fui ver quais das minhas poucas blusas poderiam ser usadas adequadamente, digamos assim. Se, no dia a dia, já não gosto de decote, blusas curtas mostrando barriga ou costas em algum movimento, roupas justas, imagina pra trabalhar. Procuro ser bem cuidadosa, pois detesto estar conversando com alguém ou atendendo um paciente e precisar me preocupar se nada está aparecendo. Então percebi que quase todas as blusas mais novas estavam muito larguinhas em cima, e sempre que eu me inclinava um pouco, precisava tomar cuidado. Comecei a reparar até que, às vezes, quando me inclinava pra pegar alguma coisa, acabava colocando a mão na frente do decote pra que ele não abrisse. Mas eu nem compro blusa decotada! Porque isso estava acontecendo??
Acabei percebendo que, pra evitar que as blusas ficassem justas no quadril, comecei a comprar bem maiores. Não encostavam no quadril, e não me toquei que isso significa que, em cima, ficam bem largas. Aí não dá, né? Não quero que marque demais o quadril, mas também não dá pra roupa parecer um balão na parte de cima.
Fui então comprar outras blusas. Precisava continuar prestando atenção na parte de baixo, porque o quadril continua sendo bem maior, mas dei mais atenção ainda à parte de cima. Testei todas as opções em frente ao espelho, não só vendo como vestiam, mas também testando se abriam quando me inclinava. Escolhi só as que passaram no teste e deixei na loja as muito larguinhas – que, além de tudo, não valorizam em nada as formas.
Posso ter visto mil episódios de Tim Gunn e Esquadrão da Moda, aprendido em livros e blogs, mas sempre tem um detalhe que escapa. Querendo evitar um problema, estava errando de outro lado. Pra se vestir bem, é preciso sempre, sempre, continuar prestando atenção em seu corpo e em como as roupas ficam em seu corpo…
O “elas também querem ficar bonitas” da semana é sobre pés:
Botas para gordinhas: Mulheres que estão muito acima do peso e querem usar botas com cano acima da panturrilha tem muita dificuldade de encontrar um modelo que sirva. É muito comum que o cano fique bem apertado, na maioria das vezes impedindo de calçar a bota ou fechá-la. Como eu só uso bota por dentro da calça, consigo contornar o problema escolhendo canos mais curtos, que não cheguem na panturrilha. Mas, pra quem gosta, a Dê mostra uma boa opção: uma loja online que faz botas sob medida.
Perguntas Frequentes sobre: pintando as unhas dos pés! F.A.Q do UB!: Tenho a tendência de não arriscar muito na cor das unhas dos pés. Com medo de não combinar com a das mãos, acabo optando por branquinhos, rosinhas, beginhos (existe isso?). Mas tem horas que acho isso sem graça. Semana passada, por exemplo, estava com um cintilante nude nas mãos, e usei o 5ª Avenida nos pés. E, mesmo não gostando dos meus pés, achei que ficou bem legal; ao invés de reparar no que não gosto neles, olho pro esmalte! A Daniele ensina sobre combinações bem interessantes, tanto com diferentes tons da mesma cor como com cores bem diferentes.
Sugestões de leitura da semana:
Momento Lingerie Plus – parte 1: Quem usa tamanhos especiais está sempre procurando lingeries bonitas, que sirvam bem e não sejam excessivamente caras – experiência própria. Adorei saber, através do blog Poderosas Gordinhas, que a De Millus lançou 3 linhas que vestem do número 44 ao 54! As peças são muito bonitas, bem longe do modelo-vovó, e com preços muito bons (de 13,99 a 29,99). Claro que vou ver se descubro se as linhas já chegaram por aqui!
Com que rímel eu vou?: Adoro rímel! Como tenho os olhos pequenos e com pálpebras caídas, acho que é o item de maquiagem que mais abre meu olhar. Não gosto daquele efeito cílios postiços, prefiro um aspecto natural. Claro que também não pode ser daquele tipo de rímel que mal aparece. Ah, e eu não quero nada: gosto que alongue, curve e dê volume, tudo ao mesmo tempo! Mas tem gente que prefere um desses efeitos, principalmente quando já tem os cílios longos ou volumosos naturalmente. A Thereza explica a função de cada modelo de escovinha, facilitando a escolha do rímel que vai dar o efeito desejado.
Pode pintar?: Pintar ou não os cabelos durante a gravidez? Essa é uma dúvida que parece nunca ser resolvida. O texto traz os dois lados: profissionais que defendem que a tintura pode ser usada depois do primeiro trimestre e aqueles que não recomendam nem produtos mais naturais como a henna. Pessoalmente, acho que o melhor é não arriscar. Porque não ficar uns meses sem pintar, e garantir a saúde da mãe e do bebê?
É um assunto bem discutido, tanto em blogs quanto na tv: a numeração das roupas vem, gradativamente, sendo alterada. Um roupa G de hoje veste pessoas que, há poucos anos, usariam M ou até mesmo P.
Na moda grande, isso não era tão comum. Não falo em moda grande desses GG de loja comum, que só serve em quem está um pouco acima do peso. Falo de tamanhos especiais, tamanhos nobres, nomes assim, para gordos mesmo.
Sei que engordei nos últimos tempos. Algumas das roupas que comprei no ano passada já foram uma numeração maior do que costumava usar. Não gosta de gordas? Então nem continua a ler, porque vou falar de numeração realmente alta… Há um bom tempo eu usava 54. Ou, numa loja que costumo frequentar, G4. No ano passado, alguns jeans passaram a 56, e algumas blusas foram pra G5.
No domingo, aproveitando o feriado, fui com o namorado e a sogra a Brusque, cidade catarinense conhecida pela fabricação de roupas e bons preços. A tal loja de tamanho grande que frequento fica lá, se chama KD Tamanhos Nobres. Fui consciente de que, depois de anos, nem adiantaria pedir G4 ou 54. Iria direto para o G5 e o 56. Admitia até precisar do 58 para as bermudas que queria, dependendo do modelo.
A vendedora entregou bermudas 60. Tudo bem, a modelagem era mais estreita mesmo, fui provar. Fechou, mas marcou tanto, que não conseguiria usar roupa assim. Só 62 serviu. Vestidos e blusas foram G6.
Se eu tivesse mesmo engordado tudo isso, aceitaria numa boa – tá, talvez não tão bem assim, mas seria a realidade e precisaria aceitar. Mas eu sei, pelas roupas que comprei no ano passado, naquela e em outras lojas, pelo peso e pelas minhas medidas, que não engordei desse jeito. Meu manequim aumentou só um número, não 4!
Várias vezes ouvi falar que, em se tratando de moda grande, as confecções evitavam essas alterações na numeração, pra evitar esse desconforto entre os clientes. A KD, pelo jeito, foi na direção contrária…
Tenho 3 vestidos da mesma loja, de modelos muito parecidos. Um G4, que está marcando, mas não chega a ser apertado, o tecido só encosta no corpo – e não gosto de usar assim. Um G5, comprado ano passado, que fica soltinho. Agora, pra ficar do mesmo jeito, preciso de um G6? Com as bermudas, a mesma coisa. 54 fica justa, 56 do ano passada veste com perfeição, e esse ano precisa ser 62?
Não vou dizer que não vou mais fazer compras lá. Gosto muito da marca, dos modelos, dos preços. Juntando tudo, considero uma das melhores marcas de moda jovem em tamanho grande. Mas se continuarem encolhendo roupa assim, logo estarei usando o maior tamanho deles…
Digamos que você seja gorda, como eu. Ou gordinha, ou só um tanto acima do peso. Mas o suficiente pra precisar comprar roupas em lojas especializadas em tamanho grande. Você chega na loja e passa um tempo olhando a vitrine, vendo as novidades, procurando peças que a agradem. O que você prefere? Que os manequins da vitrine sejam os comuns, magros, totalmente diferentes de você, ou que sejam também gordinhos, com formas parecidas com as suas, e que permitam que você tenha uma ideia de como a peça de roupa realmente vai ficar quando vestida?
Eu prefiro manequins gordinhos. O mesmo modelo veste diferente em quem usa 40 e em quem usa 54. E, se eu não uso 40, não adianta ver um manequim assim, com a peça caindo toda soltinha, se em mim ela vai ficar totalmente diferente.
E, afinal, a loja vende só tamanho grande ou também tem tamanho “normal”, e são essas peças que estão na vitrine? É bem possível que só tenham roupa grande mesmo, e se você olhar atrás do manequim, vai ver um bom pedaço de tecido sobrando, preso com alfinetes, criando cinturas e barrigas lisas que não existem.
Vejo, num shopping, uma loja que faz isso: manequins magros com roupas grandes disfarçadas. Já em outra loja, onde faço algumas compras, os manequins são gordinhos já há vários anos. Mas o que mais gostei até hoje foi o que vi em uma loja de lingeries. É uma loja não especializada, vende diversos tamanhos, do PP ao XGG, um número 54, mais ou menos. Se fosse especializada em tamanhos especiais, precisaria ter até o 60, 62, ou mais. Mas mesmo sendo uma loja “comum”, uma das poucas manequins na vitrine é gordinha. E ela não fica com camisola, pijama, roupão nem nada assim. Está vestida com lingeries, de modelos bonitos, coloridos, nada do bege-vovó.
Gosto assim. Com o meu peso, não tem como disfarçar e fingir que não compro nessas lojas (deve ter gente que não gosta de falar isso). Compro sim, saio com a sacolinha na mão, falo das lojas e recomendo pra outras pessoas. E, quando olho a vitrine de uma delas, gosto de me identificar e já saber que lá vou encontrar o que procuro. É pedir muito que uma loja pareça se envergonhar por ser frequentada por gordinhos? Ou o preconceito está em nós, clientes?
Ontem conversei pelo MSN com a Anelize. Ela é dona da loja Bless, de Porto Alegre. Até já mostrei aqui fotos de roupas que ela vende. Um dos assuntos que comentamos foi a dificuldade de se encontrar lingeries bonitas para gordinhas. Falei que achei legal que ela tivesse no site, que eram modelos bonitos e não muito caros.
Aqui em Florianópolis não é fácil encontrar calcinhas e sutiãs de tamanho grande, de modelos variados e com preços acessíveis. Na loja onde costumo comprar, só existem uns três modelos. Em outra loja, é absurdamente caro, e não vou pagar o preço de uma roupa inteira por uma lingerie. Em outras lojas, como as de departamento, ainda que encontre, são aquelas de “velha”, bege, sem renda, sem um detalhe, sem graça, de modelos enormes que quase parecem um short.
A Ane falou que também não é fácil encontrar essas peças pra vender. São poucos fabricantes e os preços no atacado também são elevados. Os pedidos feitos às fábricas demoram a ser entregues porque elas não encontram no mercado os bojos de tamanho grande.
Não entendo isso. Parece que fingem que não existem gordinhas no país. Ou que elas não usam roupa íntima. Até o Daniel já falou sobre isso, mostrando uma marca estrangeira que divulgou a nova coleção com modelos fora dos padrões.
Enfim. Já que não é fácil encontrar, separei uma lista de lojas que vendem pela internet e enviam as peças pra sua casa. Sinceramente, não acho a melhor opção. Não me sinto segura para comprar peças de vestuário sem poder prová-las ou ver o tamanho de verdade, não só o que está na etiqueta. Mas se você quiser, seguem minhas sugestões:
No fundo, acredito que não seja tão difícil comprar pela internet. O máximo que vai acontecer é ter que encher o pessoal das lojas de perguntas, até ter certeza de que o modelo é como quer e o tamanho vai servir como você gosta.